Declaração da AACAP em Resposta aos Esforços para banir os Cuidados Baseados em Evidências para Jovens de Gênero Diverso e Transgêneros

Variações na expressão de gênero representam dimensões normais e esperadas do desenvolvimento humano. Elas não são consideradas patológicas. A promoção da saúde para todos os jovens incentiva a exploração aberta de todas as questões de identidade, incluindo as de orientação sexual, identidade de gênero e/ou expressão de gênero, de acordo com as diretrizes de práticas reconhecidas (1, 2). Pesquisas demonstram consistentemente que jovens de gênero diverso que são apoiados em viver e/ou explorar o papel de gênero que é consistente com sua identidade de gênero têm melhores resultados de saúde mental do que aqueles que não são (3, 4, 5).

Legislações estaduais sobre o tratamento de jovens transgêneros que se opõem diretamente ao cuidado baseado em evidências reconhecido por sociedades profissionais em várias disciplinas é uma preocupação séria. Muitas organizações profissionais respeitáveis, incluindo a American Psychological Association, a American Psychiatric Association, a American Academy of Pediatrics e a Endocrine Society, que representam dezenas de milhares de profissionais nos Estados Unidos, reconhecem variações naturais na identidade e expressão de gênero e publicaram orientação clínica que promove intervenções não discriminatórias e de apoio a jovens com de gênero diverso, com base na atual base de evidências. Essas intervenções podem incluir, e não são limitadas a, transição social de gênero, agentes de bloqueio hormonal, tratamento hormonal e modalidades psicoterapêuticas afirmativas.

A American Academy of Child and Adolescent Psychiatry (AACAP) apoia o uso de cuidados clínicos atuais baseados em evidências com menores de idade. A AACAP se opõe fortemente a qualquer esforço — legal, legislativo dentre outros — de bloquear o acesso a essas intervenções reconhecidas. Foi demonstrado que o impedimento ao acesso a cuidados oportunos aumenta o risco de ideação suicida nos jovens e de outros resultados negativos para a saúde mental. Consistente com a política da AACAP contra a terapia de conversão (2), a AACAP recomenda que os jovens e suas famílias formem um plano de tratamento individualizado com seu médico que atenda às suas necessidades únicas de saúde mental, sob a premissa de que todas as identidades e expressões de gênero não são inerentemente patológicas.

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