5 Mitos mais comuns sobre crianças e jovens transgêneros

Confira abaixo os mitos mais recorrentes que mobilizam desinformação a respeito da saúde da população trans, especialmente a mais jovem

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MITO #1

“A afirmação de gênero é como uma imposição de gênero: jovens estão sendo forçados ou levados a tomarem decisões precipitadas que eles não entendem ou não estariam aptos a fazer, por isso vão se arrepender da transição de gênero; abordagens de afirmação de gênero não estão fornecendo todas as opções possíveis para além da transição; a identificação transgênera em jovens depende da prescrição de papéis de gênero estereotipados sobre os seus comportamentos”.

MITO #2

“A transexualidade é a nova cura gay juvenil: mulheres trans e homens trans são na verdade, respectivamente, homens gays e lésbicas iludidos e pressionados pelas normas a se identificarem como heterossexuais por meio da transição de gênero; abordagens de afirmação de gênero funcionam como terapias de conversão de sexualidade para crianças e adolescentes LGB”.

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MITO #3

“A transexualidade é uma psicopatologia pois está associada ao sofrimento psíquico, logo, se atenuarmos ou tratarmos este sofrimento, podemos prevenir a transexualidade, abordando a raiz do problema; é desejável prevenir a transexualidade enquanto um desfecho clínico e restabelecer, portanto, a conformidade de gênero e/ou o senso de alinhamento com o sexo biológico (‘cura trans’); a transexualidade não é um desfecho desejável do ponto de vista da saúde mental”.

Carta aberta de profissionais em apoio ao fechamento do CAMH Child Youth and Family Gender Identity Service, em 2015, sob então liderança de Kenneth Zucker.

MITO #4

“Existe um número alto de desistência da identificação trans na passagem da infância para adolescência e vida adulta, logo não se justifica a necessidade da transição de gênero por crianças ou jovens menores de idade; abordagens afirmativas resultam em uma prolongação da identificação transgênera em crianças que, caso contrário, naturalmente desistiriam de se identificar como trans”.

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MITO #5

“O aumento atual de jovens se identificando como trans é uma nova epidemia decorrente de um fenômeno de contágio social entre pares, influência midiática ou das atuais redes sociais; essa situação revelaria a existência de um ‘novo tipo’ de disforia de gênero, que seria de surgimento rápido”.

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Referências Bibliográficas

ANTRA, Associação Nacional de Travestis e Transexuais. Réplica a Alexandre Saadeh a respeito de “disforia de gênero de início rápido” e “contágio social”. 2019.

Transfeminista e analista de discurso, pesquisa o campo de cuidado com a saúde e direitos coletivos para a população trans.

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